Tem mais gente com medo da IA do que usando ela.
- Tiago Medeiros

- 28 de jan.
- 3 min de leitura

É muito comum que grandes novidades gerem grandes… Desconfianças.
E não podemos julgar muito, nós enquanto indivíduos somos assim.
Se tiver que mudar o caminho para o trabalho devido a uma obra que vai durar 5 dias, a gente já reclama.
Com a Inteligência Artificial não será diferente. E eu vou trazer alguns exemplos na história para reforçar isso, tá?
Você está no amanhecer de um novo tempo.
Acredito que desde a dominação da agricultura e o advento da internet, nada se compara a Inteligência artificial.
Muita gente acha que ela não é o futuro, mas sim o presente, eu penso que não é para todos ainda, mas será isso dentro de 5 anos, ou menos.
O que podemos fazer com Inteligência Artifical? Em teoria, muitas coisas.
Pois suas funcionalidades aumentam constantemente.
E é bem comum na história humana que as coisas ganhem novas funções com o passar do tempo. Isso mostra que elas têm muito potencial.
E a Inteligência Artificial que existe conceitualmente há décadas, ganhou fama como um produtor de texto como Chat GPT em novembro de 2022, hoje consegue gerar textos, imagens e muitas soluções.
Falando em soluções, vamos falar das que custam caro.
É muito comum que nas empresas, as posições mais estratégicas sejam as mais bem remuneradas.
Um gerente costuma ganhar mais do que os seus gerenciados.
Mas o curioso é que atualmente, a Inteligência Artificial pode arrebatar com força exatamente essas pessoas.
Alguns países, não somente organizações, inseriram IA justamente nessas posições mais estratégicas.
A Estônia usa o sistema e-Estonia com IA para decisões estratégicas em governança digital, como alocação de recursos públicos e previsão de políticas públicas.
Singapura implementou a IA no Ministério da Defesa via plataforma "Smart Nation", onde algoritmos tomam decisões estratégicas em logística militar e simulações de guerra.
E a China (Quem diria?) integrou IA generativa em seu Plano Nacional de IA (até 2030), com sistemas auxiliando decisões em vigilância urbana e economia.
Percebeu que ninguém está divulgando uma IA que vai trabalhar nos operacionais, mas sempre ela ocupando cargos estratégicos?
E justamente esses cargos mais estratégicos, que são mais bem remunerados são os que correm mais “risco” de serem substituídos por uma IA.
E esse avanço é inevitável.
Por que temos muitas situações na história que foi assim.
Pareciam injustas, inesperadas, mas foram inevitáveis
Se é inevitável, por que resistem?
Sendo honesto nesta opinião, resistir ou aderir à IA hoje é uma questão de capital.
Usaremos para gerar mais recursos, resistiremos para vender nossos posicionamentos.
Além disso, defendo que a resistência a IA também pode ser fortalecida por aqueles que aderem a ela.
Parece conspiratório? Sim. Mas na história temos alguns exemplos sobre isso.
Em uma manhã no Congresso de Viena, Charles de Talleyrand recomendou que as nações europeias saídas de Napoleão voltassem a ser governadas pelas monarquias absolutistas de antes, era o princípio da Legitimidade.
Enquanto a França seguiu em frente com ideias novas.
Ideias essas que traziam uma visão mais fluida e diferente do mundo, banhada em negociações e lucro, não mais impactadas pelo ego dos monarcas absolutistas.Digo isso por que Talleyrand não recomendou uma solução que ele acreditava.
É tipo ele (para os outros) rejeitar a IA, mas (na empresa dele) saber que é ela que vai resolver muitos dos seus problemas.
Ou seja, inibir a IA tem grande chance de arremessar as empresas em um atraso de operações que o mercado não tolera.
É, não tem jeito.. . É isso mesmo?
Certamente de todas as espécies animais, nós somos a que mais fica pensando nas coisas e a que mais acha que as coisas boas, não são perfeitas.
Recentemente algumas empresas até tomaram prejuízos com a adesão da IA em seus processos. Houve matéria no Terra dia 21 de Janeiro falando sobre isso. No entanto o uso que a IA teve não ficou muito claro.
Mas tem um ponto, nunca se fala em como elas estariam se não usassem IA, sabe?
Como elas estariam se precisassem de uma reunião longa que vai debater ideias banhadas nas subjetividades de cada um enquanto o mercado toma decisões baseadas nas análises rápidas dos dados?
Elas usam IA e estão devagar em uma corrida, ok. E como estariam essas empresas se sequer participassem da corrida? Certamente piores, não acha?
Como toda ferramenta, a poderosa IA carece de uso ético e planejado. Um martelo constrói casas e destrói vidas, depende do uso dele.
Por isso a IA não vai acelerar seu negócio se você pede receitas fit no Chat GPT.
Mas sim, se você consegue posicionar ele de forma estratégica para lhe trazer melhores decisões e soluções.
Se você tem uma empresa, você está no mercado e tem um concorrente.
E ele pode estar lendo esse texto que se encerra agora e após a leitura ele vai tomar uma decisão diferente de você.
A pergunta que vai gerar uma decisão agora é: vai usar a IA ou não para potencializar seu negócio?


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